domingo, 20 de dezembro de 2009

herbário de druida



assim é q se faz um herbário


a capa verde com aplicações de folhas e uma joaninha

o brasão do druida e a sua história em versos


as plantas são recolhidas e depois identificadas com o nome popular e o nome latino

sábado, 28 de novembro de 2009

Preservar a nossa Floresta



viveiro de druida



A floresta Lusa



A floresta, seja qual for a sua origem, representa uma das obras mais belas da criação da Natureza e constitui uma das maiores riquezas que vimos encontrar sobre a terra de Portugal, quer sobre a influência que exerce sobre o solo, clima e vida animal, quer pelos produtos que podem ser extraídos quando explorada.



árvores de um viveiro prontas a serem plantadas numa floresta


Para a protecção da Natureza são exactamente essas influências que mais lhe interessam, dado grande benefício que representam para a vida dos povos, e por isso é a ela que me vou referir em especial. E também não é indiferente à Protecção da Natureza todo o encanto que a floresta encerra, tanto pela maneira como está organizada a vida das plantas e animais que constituem, como pelo embelezamento da paisagem onde ela exista.
O valor dessas influências pode variar com o tipo de floresta e local onde esta se encontre; é em geral maior nas florestas virgens e em menor nas florestas espontâneas e artificiais, em exploração, embora neste último caso dependa da orientação técnica seguida.
Para fazermos uma pequena ideia da maneira como a floresta exerce essas influências benéficas no solo, no clima e na vida animal, vamos ver algumas mini florestas raras no nosso país, com alguma alteração do Homem, porém ainda podemos observar o estado selvagem.
A primeira coisa que se nota é a arrumação das plantas que a constituem em camadas distintas; por cima, árvores mais altas, depois outras de altura e idades diferentes, a confundirem-se, a certa altura, com os arbustos e, mais abaixo, com as próprias ervas, Junto ao chão, além destas últimas, os musgos e os cogumelos, misturados com uma espessa camada de folhas e detritos secos, mais ou menos apodrecidos, que o cobrem.
E além destas plantas, vivendo livremente com raízes na terra, ainda encontramos muitas outras, principalmente musgos e líquenes, agarrados aos troncos das árvores e dos arbustos.
A influência da floresta no solo, no clima e na vida animal, é uma consequência da presença de todos os vegetais vivendo em comum, arrumados no conjunto segundo regras estabelecidas pela Natureza, de modo a dar a cada planta as melhores condições de vida, de acordo com as suas exigências, e ainda da presença dessa camada de folhas secas, detritos e restos de troncos apodrecidos, que se acumulam sobre o terreno, a que se dá o nome de manta morta.
Compreende-se perfeitamente assim que essa influência possa variar da floresta espontânea para a floresta artificial, mais pobre como se apresenta em geral esta última, quer quanto à variedade e número de plantas que formam, quer quanto à arrumação destas, quer ainda quanto à riqueza da manta morta.




vasos com arvores jovens


A presença desta última é fundamental para garantir a existência da floresta, porque é à sua custa que se reconstitui a fertilidade do solo, onde ela se desenvolve; as folhas secas, os detritos e os troncos mortos, são a pouco e pouco desfeitos pela acção de numerosos bolores e pequenos animais, que vão provocando o seu apodrecimento e transformação numa espécie de adubo natural, húmus, que acaba por se misturar na terra, restituindo-lhe assim o alimento que as plantas lhe sugam pelas raízes.
É esta a razão por que a floresta espontânea se mantém sempre sadia e produtiva, sem precisar de adubação artificial.
Da presença da manta morta resulta ainda um melhor aproveitamento da água das chuvas que cai sobre ela; funcionando como uma esponja, absorve essa água que, lentamente vai cedendo ao solo, onde se infiltra, aumentando e regularizando, assim, os caudais das fontes, das nascentes, dos ribeiros e dos rios.
Uma abundante manta morta é a maior riqueza que uma floresta pode ter.
A floresta no seu interior tem um clima ameno que fora dela; as temperaturas variam menos, sendo menos fria no Inverno e menos quente no verão, e o ar é sempre um pouco mais húmido.
Os ventos quebram a sua força quando a encontram, e não conseguem correr entre as arvores como fazem em campo aberto; é assim mais calmo o ar dentro da floresta.
As gotas da chuva quando caem sobre as copas das arvores são obrigadas a dividir-se em gotas mais pequenas e a acumularem-se nas folhas, levando assim mais tempo até começarem a cair no solo, onde caem com menor intensidade, e, embora alguma água se perca, a maior parte é canalizada até às raízes e depois depositada pela acção das plantas em depósitos subterrâneas.
Infelizmente a terra da antiga Lusitânia está sendo varrida das antigas florestas que se mostravam verdes e ricas. Eram estas florestas que serviam de templo aos antigos habitantes destes montes e vales. Onde está a nossa milenar floresta? O que aconteceu aos descendentes dos nossos magos protectores das árvores? Para os antigos povos lusitanos, todas as árvores eram sagradas e respeitadas, bem como todos os animais que as povoavam?
Para os Druidas a floresta representa toda a criação do mundo e merece todo o nosso respeito e devoção.

estas plantas foram semeadas em vasos de sementes recolhidas no Outono



A nossa missão é hoje combater os males que destroem a nossa querida Terra.
A floresta da Lusitânia está a ser destruída a um ritmo galopante, desta forma somos nos os guardiães sobreviventes que iremos cuidar e preservar o nosso Templo Florestal.
Para isso, existe a recolha de sementes de árvores, sementeira e a plantação delas na serra.

sábado, 29 de agosto de 2009

A lenda de Hilda de Terrastal



O Castelo de Bergeon (bergueon), situa-se nas Terras Altas de Briganthia (Brigantnia). Na casa de Bergeon as sete filhas reunem na mesa redonda para decidirem sobre o futuro dos filhos de Briganthia.




Hilda neta de Bergeon procura as 8 pedras do Tempo.


A lenda de Hilda transporta-nos para um passado distante, onde os factos hostóricos de uma determinada região nos vão ser apresentados de forma animada.


sábado, 22 de agosto de 2009

Cava de Viriato- a memória que se esqueceu -Viseu


A propósito da Cava de Viriato em Viseu

Muito se tem escrito a cerca desta construção e muitas teorias são expostas como sendo prováveis para a existência deste monumento, mas todas muito incipientes.
Todavia esquecem-se que o nome e a lenda têm algo de verdadeiro que muitas vezes reflecte crenças populares que passam oralmente de geração em geração.
Como dizia um grande sábio: “a verdade muitas vezes esconde-se à frente dos nossos olhos, mas teimamos em não vê-la.”
Dizem alguns historiadores que a construção seja um acampamento militar romano, outros que é uma construção muçulmana. Podemos perguntar qual das duas teorias é a mais verídica e disparatada. Nos países onde os romanos estiveram não existe nada semelhante, enquanto nos países muçulmanos também não temos nada idêntico, logo concluímos que não foram estas duas culturas que é construíram.
A arquitectura da cava de Viriato tem uma característica muito peculiar, obedecendo os vértices aos pontos cardiais e tem como forma geométrica um octógono construído em camadas de terra.
Construções semelhantes a esta existem na Irlanda (ditches enclosures) onde os romanos e os muçulmanos nunca estiveram. Muitas destas muralhas em forma geométrica têm características semelhantes à cava de Viriato, possuem um fosso e são construídas em terra.
Julga-se hoje através de investigações feitas, que é uma arquitectura votiva a ritual pré ou proto-histórico de recintos de fosso e lomba com finalidade geodésico. A sua configuração parece remeter para uma eventual orientação que regia radialmente uma eventual imposição de um octapolo. Julga-se que tal uniformização possuía um valor de medida calandarial ou cálculos calandariais regidos pela orientação dos astros em determinada época do ano. Ora para os povos pré-romanos o fenómeno do equinócio obedecia a um conceito matemático o qual estudava os movimentos impressos no eixo da rotação da Terra pela Lua e o Sol. A orientação da luz do sol que se ergue a leste dá-nos um ponto cardeal com o seu próprio raio energético. O conjunto destes raios convergem para um ponto central, ponto no qual o eixo do mundo, unindo o zénite e o nadir. É de salientar que este esquema geométrico do símbolo do Cosmos e de Terra está presente o número 8, símbolo que representa o infinito matemático (8), representado na cruz octogonal celta e dos templários.
Este enigmático monumento transporta-nos para um campo ainda mais vasto: os inúmeros conjuntos de construções castrejas que rodeiam a cidade de Viseu ajudam-nos a perceber que, os povos pré-romanos eram fortemente celtizados, deixando na região uma identidade própria de indícios que merecem ser mais aprofundados e estudados.

Esta questão transporta-nos para o celtismo e a presença deste nesta região.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Os celtas e as nossas raizes





O Celtismo


A questão do celtismo não mereceu em Portugal a atenção que lhe foi dada, por exemplo, na Galiza. Efectivamente, a presença céltica é certa, e encontra-se documentada através de Geógrafos Gregos e, em especial, por Estrabão – que nomeia os keltoi ou célticos estabelecidos no Alto Alentejo. Hoje em dia, porérm, a questão de celtismo não se coloca com a acuidade que se colocava na viragem do século XIX para o XX e durante os primeiros anos do século passado, o celtismo corresponde a um «pacote» cultural e tecnológico com as suas fases ou «vagas» bem definidas, entre o período Halstatt e o período La Téne sem que tais«vagas» correspondam as migrações em massa de povos celtas. Que os celtas se expandiram gradualmente por toda a Europa a partir do século VI a.C, segundo referencia de Heródoto.
Mas os Celtas por sua vez, deixaram de corresponder a uma etnia – outrora uma «raça» - para serem vistos como um mosaico de povos de origens diversas e eivados de regionalismo bem vincados, adoptando, isso sim, um «pacote» cultural celta ou centro-Europeu da 1ª e da 2ª Idade do Ferro, perdendo relevância as análises que dão desta civilização pancéltica. No caso Português a questão foi atenuada por diversas circunstâncias: a forte latinização dos povos pré-romanos após a romanização, a carência de fontes místicas «directas» ou étnicas célticas (como as que ainda se encontram na Irlanda, Gales, Escócia, Inglaterra, Bretanha, e sul de França, e mesmo estando Germanizadas ou Romanizadas); o debate em torno da origem dos Lusitanos, entidade étnica que recua a tempos pré-célticos e que, segundo alguns, teriam uma filiação na etnia lígure; a indo-europeização antiga do próprios Lusitanos, que remontara à Idade do Bronze, sem que tal significasse a adopção de uma língua céltica completa; aspectos de antropologia física que, na sequência de análises rácicas, atribuíram aos Portugueses um forte esteio ibérico, embora, ultimamente através de estudos genéticos atribui-se aos portugueses uma forte componente genética do modal atlântico, diferenciando-se desta forma dos outros povos mediterrânicos e assemelhando-se desta forma a todos os povos atlânticos caracterizados por serem povos celtas; e a inexistência de traços concretamente civilizacionais do «núcleo duro» da cultura céltica, designadamente no campo religioso, uma vez que os paganismos e panteísmos naturalistas se confundem e fazem parte de um substrato patente em quase todos os povos proto-históricos da Península Ibérica. Parece certo, porém, que o esquecimento da identidade celta se deu de forma a sobrepor uma outra identidade e uma outra face dos costumes dos Portugueses. Embora se saiba que no nosso território existem características culturais e folclóricas idênticas às dos povos ditos celtas. Se houve no passado uma influencia céltica que levou à criação da designação celtiberos, uma realidade bastante confinada quanto a nós à Meseta Castelhana e aos respectivos resultados da chamada «invasão» dos «povos dos campos de urnas», com reflexos nos Lusitanos seus vizinhos. Por sua vez, os temas e motivos ornamentais que supostamente foram sendo atribuídos aos Celtas (como os tríceles, as suásticas, os encordoados e os entrançados ou a estatuária dos guerreiros e dos Berrões) são relativamente frequentes, tendo uma origem autóctone – o caso óbvio da ourivesaria proto-histórica Portuguesa, independentemente dos traços celtismo constituído pelas viria ou pelos torques.
Mesmo assim, há a considerar uma influencia céltica por via de povos celtizados que foram penetrando no nosso território, designadamente os que entraram meridionalmente estabelecendo-se a sul do Sado e até à bacia do Guadiana e os que se terão misturado com os povos do Nor
oeste após uma expedição (juntamente com os Túrdulos) até ao Rio Lima.
Não sabemos também com rigor até que ponto é que os outros povos contemporâneos ou afrontados por celtas no nosso território (Cinetes ou Kunetes, Connii, Turdili) não corresponderam a etnias já celtizadas anteriormente. A história, pelo lado das etnias, será sempre difícil- se não mesmo impossível- de fazer. Para resumir razões constata-se que são assinaláveis os vestígios de toponímia celta em Portugal (os derivados de Alb, Ave, Arco, Arv, Brig, Camb, Lang, Viana, etc), entre os quais se contam também os sufixos em – briga, alguns etnónimos e hidrónimos, bem como nome de povoações ou lugares derivados de patrimónios. Mas as misturas e hibridizações entre nomes pré-celtas e celtas são frequentes, confirmando a influência celta em Portugal, associada a motivos da cultura material, especialmente relativa a instrumentos de guerra (escudos, as espadas e as falcatas) e alguns utensílios agrários como o carro ( uma palavra celta e um dos modelos do arado português. De algum modo, da mesma forma que podemos afirmar conjuntamente com os povos actuais da Europa Ocidental que «somos todos romanos» não é menos verdade que também «que somos todos celtas», no sentido em que as culturas actuais assentam igualmente nesse substrato de lenta sedimentação. Vale dizer que a questão do celtismo em Portugal contrasta com a Galiza, onde o estro nacionalista, ainda vivo, se socorreu desse passado – em grande medida mítico – para «inventar a tradição» e construir uma metaistória e um metafolclore fortemente celtizante.






bibliografia:Pedro Silva, História Mistica de Portugal, editora Saída de Emergência;




John Haywood forenword by Barry Cunliffe, The Historical Atlas of the Celtic World, Editora Thames x Hudson;




Teófilo Braga, Viriato " A Lusitânia é a mais poderosa nação da Hispânia", Ensaio sobre a Alma Portuguesa;




José Galambas, A Terra de Endovélico-O Deus dos Lusitanos, Zéfiro;




Paulo Alexandre Loução, Portugal-terra de Mistérios, Esquilo;




Fernando Barrejón, Viriato - O colar dos Deuses- Romance Hisórico, Esquilo.




domingo, 26 de julho de 2009

conhcermo-nos


Conhecermo-nos





relaxe do esquilo


Todos possuímos duas essências: uma destruidora e outra construtiva.
A destruidora é indubitavelmente mais poderosa, poisa consegue ser realizada sem grande esforço, enquanto a construtiva demora a ser planeada e exige trabalho e esforço.
O ser humano consegue destruir em menor tempo que construir.
descansar

O mundo é constituído por elementos que exigiram milhões de anos para se formarem, porém em dois segundos o homem consegue apagá-los.
O ciclo natural da vida processa-se de uma forma equilibrada sem destruição.
Imaginamos o leão a caçar um veado, será que é um processo destruidor matar o veado? Não, pois o leão mata para continuar o ciclo da vida.
laminum amarelo

E um caçador humano mata para manter o ciclo da vida? Não, mata até ao extermínio.
Será que o ser humano assegura desta forma a continuidade da sua própria existência? Sabemos hoje que, a espécie humana corre riscos se não alterar o seu modo de ver o mundo. O mundo não pertence ao homem, mas sim o homem pertence ao mundo.
Conclusão: O homem como ser inteligente deve zelar pela sobrevivência das toas as espécies na superfície terrestre. Deste modo, estará a contribuir para a sua própria existência sustentável e por sua vez a sua maior felicidade – a vida!

dente de leão

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Conhecer o nosso Mundo

O Nosso Mundo



cerejeira de Santa Lúcia

O Nosso Mundo



O ser humano, como hoje conhecemos, tenta modificar o ambiente que o rodeia, nem sempre da melhor maneira, para nele ter uma boa qualidade de vida. Porém, o ambiente em vez de se tornar agradável, transformou-se num habitat inóspito, agressivo e modificado. A ideia de construir melhor segundo regras sociais, desmistificou a ideia da perfeição do homem. Deste modo, o mundo, não agrada quem o projectou.




Malmequer-dos- brejos ou Calta



Na realidade o nosso/vosso mundo tornou-se um mundo de betão onde todo o seu verde foi substituído por um cinzento grotesco e de cor pálida; as florestas tornaram-se parques de estacionamento, os cursos de água são desviados para nosso proveito, destruindo todo o seu historial, fauna, flora e vida animal.
A percepção do mundo transformou-se num ecrã turvo e dissimulado, pois o que mais nos interessa, são os recursos naturais para explorar, pensando somente nos lucros que iremos obter e esquecemos de ver a verdadeira destruição que estamos a causar.
Será que o mundo não tem tudo o que precisamos?




Crocos ou Flor-do-tortulho




Estaremos a aproveitar todo o potencial dos nossos recursos naturais?
Os nossos conhecimentos estarão a ser aplicados no bem de todos?
Efectivamente o mundo tem tudo o que nós precisamos, mas graças à ganância de obter lucros a baixo custo, não nos apercebemos do mal que estamos a causar.
Não estamos a aproveitar todo o potencial que o mundo nos oferece, devido ao elevado custo que acarretaria seguir politicas ambientais.
O mesmo caso acontece com os conhecimentos para o bem de todos, que também não são utilizados devido ao seu elevado custo, ou mesmo por medo de investir num projecto que tenha pouco retorno.


Urze arbória ou Torga

Podemos concluir que o nosso mundo é um paraíso, mas é destruído pela ganância de alguns, e a falta de respeito que temos pela Criação.
Afinal vivemos num mundo todo ele perfeito e maravilhoso.



Dente de Leão ou leituga de leão